O facto foi revelado ontem pelo director da PIC, Eugénio Balane, na apresentação do seu informe à Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, que está de visita de trabalho à capital do país. Balane explicou que dos 9200 processos-crime abertos contra autores desconhecidos, um total de 5400 não está a conhecer qualquer evolução. Isto ocorre porque a instituição se debate com uma gritante falta de meios, o que faz com que os peritos da PIC experimentem diversas dificuldades para conferir a desejada celeridade processual.
De entre as dificuldades apresentadas pelo director da PIC na cidade de Maputo à Procuradora-Geral da República figuram a falta de meios de transporte para a locomoção dos investigadores. Devido à limitação das condições de trabalho, incluindo meios tecnológicos, Eugénio Balane referiu que as diligências programadas ou que devem ser feitas não chegam a acontecer porque os agentes não têm como as executar.
“Essas limitações impedem-nos de fazer muito mais daquilo que é a nossa capacidade. A brigada contra desconhecidos tem um plano operacional mas não anda porque não tem meios. Há muitas diligências pendentes” – disse Balane, sublinhando que a cidade de Maputo ressente-se mais dos crimes de rapto e cárcere privado, homicídios e roubo qualificado, alguns dos quais cometidos com recurso a armas de fogo.
Refira-se que antes de escalar a PIC a PGR trabalhou na Procuradoria da Cidade de Maputo. Hoje Beatriz Buchili irá visitar as procuradorias distritais de Ka Mubukwane, Ka Maxakeni e K Hlamankulo. Amanhã a magistrada irá visitar o Palácio da Justiça, o Tribunal da Polícia, a Secção de Investigação Criminal, o Tribunal Aduaneiro, a Direcção de Investigação e Auditoria, o Armazém de Leilões, o Tribunal Fiscal, o Tribunal Administrativo e o Tribunal de Menores. Na sexta-feira e último dia da visita a PGR irá se reunir com os magistrados e escalar a 5.ª e 18.ª esquadras.
fonte: jornalnoticias.co.mz
local: http://infodiario.co/

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